O que não aparece no relatório pode estar destruindo seu orçamento
No MiniLab do LACTE 2026, Liliana Moreira , Diretora de Operações da TP Corporate, trouxe em uma reflexão que muitos gestores de travel ainda evitam encarar: os maiores prejuízos em programas de viagens corporativas não aparecem nas planilhas financeiras. Em sua apresentação, destacou que essas perdas se escondem em decisões mal embasadas, políticas desatualizadas e dados que existem — mas não são utilizados com inteligência estratégica. A pergunta que ficou no ar não é se sua empresa tem acesso a dados. Quase todas têm. A questão central é: sua empresa sabe o que fazer com eles?
O Problema Não É a Falta de Dados — É a Maturidade no Uso Deles
O ecossistema de travel corporativo já gera volumes enormes de informação. As fontes são múltiplas e robustas:
- OBT (Online Booking Tools): registram cada reserva, preferência e desvio de política
- Agências de viagens corporativas: compilam histórico de negociações, tarifas e emissões
- BI proprietário: painéis internos com indicadores de gastos e compliance
- TravelTechs: plataformas especializadas em análise de performance de programas
Mesmo com tanta informação disponível, uma pesquisa apresentada durante o LACTE 2026 revelou um dado preocupante:
71% das empresas utilizam dados para tomar decisões — mas apenas de forma reativa. 41,9% gostariam de usar análise preditiva, mas admitem não ter estrutura para isso.
Existe consciência do problema. O que falta é estrutura, processo e maturidade analítica.
Análise Descritiva, Preditiva e Prescritiva: Em Qual Camada Você Está?
A evolução no uso de dados em travel management segue três camadas distintas. Entender em qual delas sua empresa opera é o primeiro passo para evoluir.
Análise Descritiva — “O que aconteceu?”
É o estágio mais comum. Relatórios de gastos por centro de custo, taxa de antecedência das reservas, volume de viagens por período. Útil, mas insuficiente. Quem opera apenas aqui está sempre olhando para o retrovisor.
Análise Preditiva — “O que vai acontecer?”
Aqui a empresa começa a cruzar dados históricos com variáveis externas — sazonalidade, demanda de mercado, oscilação de tarifas aéreas e hoteleiras — para antecipar comportamentos e negociar com mais poder.
Análise Prescritiva — “O que devemos fazer?”
O estágio mais avançado. A análise não apenas prevê, mas recomenda ações concretas: quando reservar, qual fornecedor acionar, quais políticas precisam ser revisadas. Empresas que chegam aqui operam com vantagem competitiva real.
A maioria das corporações brasileiras ainda está presa na primeira camada — e esse estacionamento tem um custo.
Case EloPar: Quando Dados Estruturados Transformam Resultados
Durante o MiniLab, a jornada da Eloá — personagem central do case EloPar — ilustrou de forma prática como a estruturação de dados pode mudar o nível de maturidade de um programa de viagens corporativas.
A partir da reorganização das informações e da implementação de soluções orientadas por dados, os resultados foram expressivos:
✔ Melhoria significativa na experiência do viajante, com atendimento mais ágil e personalizado
✔ Atendimento 24h via chatbot, reduzindo a dependência de suporte humano para solicitações rotineiras
✔ Redução de 30% no custo do consultor in loco, liberando budget para ações estratégicas
✔ Ganho real de produtividade, com menos retrabalho e mais decisões baseadas em evidências
O case demonstra que dados bem organizados não são apenas um recurso de TI — eles são um ativo estratégico para a gestão de travel.
O Custo de Não Evoluir: Os Prejuízos Que Não Aparecem no Relatório
Se a maturidade analítica não avança, os impactos são silenciosos — mas cumulativos. Veja os principais custos invisíveis de operar com dados subutilizados:
1. Ineficiência Operacional
Processos manuais, retrabalho, aprovações morosas e falta de automação consomem horas produtivas de equipes inteiras. O custo hora-pessoa raramente é contabilizado no orçamento de viagens — mas deveria ser.
2. Falta de Visibilidade Real de Savings
“Economizamos X%” é uma afirmação que perde sentido sem benchmarking adequado. Sem análise preditiva, é impossível saber se o saving realizado é de fato competitivo ou apenas aparente.
3. Perda de Poder de Negociação
Fornecedores aéreos, hoteleiros e de mobilidade negociam com dados. Uma empresa que chega à mesa sem inteligência analítica sai com condições piores do que merece — e nem sempre percebe isso.
4. Políticas de Viagem Desatualizadas
Políticas construídas com base em dados de anos anteriores deixam de refletir a realidade do mercado. O resultado: viajantes insatisfeitos, compliance baixo e gastos fora de controle.
Esses não são problemas pontuais. São custos estruturais que se acumulam silenciosamente — até que se tornem grandes demais para ignorar.
Como Começar a Evoluir: Um Caminho Prático
A transição da análise descritiva para a preditiva não acontece de uma vez. Mas há passos concretos que qualquer gestor de travel pode iniciar:
1. Audite suas fontes de dados: OBT, agência, BI interno e TravelTechs falam entre si? Há dados duplicados ou lacunas críticas?
2. Defina KPIs que antecipam, não apenas registram: Taxa de antecedência média de reservas, desvio de política por segmento, custo real por viajante — são métricas que apontam tendências antes que virem problemas.
3. Invista em capacitação analítica: O maior gargalo não é tecnologia — é o capital humano capaz de interpretar dados e transformá-los em decisão.
4. Busque parceiros que entregam inteligência, não apenas relatórios: A diferença entre uma agência transacional e uma parceira estratégica está exatamente aqui.
A Maturidade em Dados Será o Divisor de Águas
O setor de travel corporativo está em transformação. As empresas que sairão na frente não serão necessariamente as que têm mais dados — mas as que souberem usá-los de forma estratégica, antecipando cenários e tomando decisões embasadas.
A pergunta não é se sua empresa tem dados. É se ela tem maturidade para usá-los.
No LACTE 2026, a TP Corporate reafirmou seu posicionamento: ser mais do que uma agência de viagens corporativas — ser uma parceira de inteligência para decisões que impactam resultados reais.
Quer entender como sua empresa pode evoluir na maturidade analítica do seu programa de viagens?
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