Antes de qualquer coisa: você não precisa resolver isso sozinho.
Quem gerencia viagens corporativas já tem o suficiente para se preocupar. Agenda de executivos, política de viagens, controle de custos, logística de eventos. Adicionar a isso o monitoramento de regulamentos de entrada em dezenas de países — que mudam sem aviso e com impacto imediato — é pedir demais de qualquer equipe.
É exatamente por isso que achamos importante conversar sobre o que está acontecendo com os requisitos de viagem internacional em 2026. Não para gerar preocupação, mas para garantir que a sua empresa esteja informada — e protegida.
O que está mudando, em linguagem direta
O ponto central é: o que funcionou perfeitamente na última viagem pode não funcionar na próxima. E o gestor que depende de informações desatualizadas está, sem perceber, carregando um risco desnecessário.
Veja os destinos que mais atenção merecem agora:
Reino Unido: Desde janeiro de 2025, brasileiros precisam de uma autorização eletrônica chamada ETA para entrar no país — inclusive em caso de conexão, mesmo sem sair do aeroporto. Quem embarca sem ela é impedido ainda no check-in. É simples de obter, mas precisa ser solicitada com antecedência.
União Europeia: Dois sistemas estão em fase de implementação: o EES, que registra biometricamente visitantes nas fronteiras europeias, e o ETIAS, que exigirá uma autorização prévia para quem viaja sem visto para a Europa. Para executivos que frequentam destinos como Portugal, Alemanha, França e Espanha, é fundamental acompanhar as datas de entrada em vigor.
Estados Unidos: O ESTA — autorização para o Programa de Isenção de Visto — continua em vigor, mas passou por atualizações nos critérios de elegibilidade. Executivos com determinado histórico de viagens precisam avaliar se ainda se qualificam ou se será necessário um visto consular.
Canadá: O eTA canadense, obrigatório para voos, está em processo de revisão de regras bilaterais. Mudanças nesse acordo podem impactar diretamente os critérios de entrada para brasileiros.
Índia, China e Oriente Médio: Para esses destinos — cada vez mais relevantes para missões empresariais e negócios internacionais — os prazos consulares são longos e as exigências específicas. Um visto para a Índia ou China solicitado com menos de duas semanas de antecedência é, na prática, um risco assumido.
O que costuma passar despercebido — e não deveria
Ao longo da nossa experiência com mobilidade corporativa, percebemos que alguns pontos geram as maiores dores — justamente porque parecem detalhes, mas têm consequências sérias.
A regra de conexão: Muitos executivos não sabem que o ETA ou visto exigido não é apenas para o destino final, mas também para o país onde a escala acontece. Uma conexão de três horas em Londres, por exemplo, já exige o ETA britânico.
O histórico de passaporte: Certos países visitados anteriormente — mesmo a lazer, mesmo há anos — podem afetar a elegibilidade para sistemas de autorização automática. O histórico de viagens do executivo é uma informação estratégica, não um detalhe burocrático.
A validade do passaporte: Muitos países exigem validade mínima de seis meses além da data de retorno. Um passaporte que vence em três meses pode inviabilizar uma viagem inteiramente — e isso é descoberto, muitas vezes, no balcão do aeroporto.
A distinção entre “turismo” e “negócios”: O tipo de visto correto depende da atividade que será realizada no destino. Entrar com visto de turista para participar de uma negociação comercial pode gerar problemas sérios em alguns países. Essa distinção precisa estar clara na política de viagens da empresa.
Como uma boa gestão de viagens trata essa camada
A diferença entre uma empresa que absorve essas mudanças com naturalidade e uma que descobre o problema no aeroporto é, quase sempre, o processo. Não o tamanho da empresa, não o orçamento — o processo.
Empresas com travel management maduro trabalham com antecedência mínima definida por tipo de visto, checklist documental atualizado por destino e perfil de viajante, e uma equipe que monitora alterações regulatórias antes que elas se tornem urgência.
Isso não precisa ser complexo. Precisa ser consistente.
Como a TP Corporate cuida dessa parte para você
Na TP Corporate, a gestão documental não é uma etapa depois do planejamento — ela faz parte dele desde o início. Nossa equipe acompanha as atualizações regulatórias nos principais destinos de interesse dos nossos clientes, orienta sobre os requisitos específicos para cada perfil de viajante e garante que os processos de solicitação aconteçam dentro do prazo certo.
O objetivo é simples: quando o seu executivo chegar ao aeroporto, tudo já está resolvido. Sem surpresas, sem correria, sem risco.
Acreditamos que cuidar de quem move o mundo começa muito antes do embarque — começa no planejamento, na atenção aos detalhes e na tranquilidade de saber que alguém está olhando por tudo.
Quer revisar os requisitos documentais das viagens previstas para o segundo semestre? Fale com a nossa equipe — estamos aqui para isso.



