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Um novo horizonte para as viagens

Com a vacinação em curso, as fronteiras vêm se abrindo aos poucos para os brasileiros, nos permitindo estar em outros países. Uma boa notícia para aqueles que precisam viajar a negócios.

A pandemia da Covid-19 impôs uma série de mudanças e reflexões. Das medidas sanitárias à economia, todos estamos nos adaptando a novos comportamentos, entendendo as novas dinâmicas de trabalho e a maneira de nos cuidarmos. Uma das principais mudanças em curso está na forma de viajar.

Depois de mais de 18 meses de pandemia, agora, com mais informações científicas sobre como nos portar diante do vírus e com a vacinação evoluindo ao redor do mundo, estamos começando a planejar a retomada para os viajantes. Costumo dizer que viajar é uma parte fundamental do retorno à normalidade, ainda que essa normalidade seja um tanto diferente daquela a que estávamos acostumados até o início de 2020.

A vacinação em massa, somada à queda no número de fatalidades por causa da Covid, está tornando possível a reabertura do turismo internacional, e algumas fronteiras voltaram a ficar mais flexíveis também para nós, brasileiros.

A opção de sair do país para passeios ou negócios voltou a ser real e viável se o viajante seguir os protocolos de segurança de cada lugar. Neste início de setembro, países como Suíça, França, Alemanha, Portugal, Espanha, Bélgica e Finlândia já se encontram abertos para brasileiros. O Canadá deverá reabrir no próximo dia 7 de setembro, e o Uruguai anunciou a data de 1º de novembro para voltar a receber turistas.

Os Estados Unidos permanecem fechados para turismo, porém é possível aplicar para um pedido de exceção caso haja necessidade de ingressar no país como viajante a trabalho. A tendência é que essas restrições se tornem cada vez mais brandas. Já é possível planejar férias em Mônaco, na Croácia ou, quem sabe, descansar no Caribe.

 

Ao que tudo indica, as opções vão aumentar ainda este ano. Afinal, todos estão sentindo falta de viajar.

Segundo dados do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), o número de pousos e decolagens feitos no Brasil nos primeiros quatro meses deste ano cresceu 23% em comparação ao mesmo período do ano passado. Entretanto, para que a viagem ocorra sem dores de cabeça, é muito importante que o viajante verifique as condições adotadas por cada país: na maioria dos que já permitem a imigração de brasileiros, o viajante deve ter tomado há mais de 14 dias a segunda dose das vacinas que exigem duas aplicações ou mais de 28 dias no caso da Janssen, que é a vacina de dose única. Outro ponto de atenção é que cada país tem seu critério de aceitação dos imunizantes. Vacinas aprovadas por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) ou a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) nem sempre são o suficiente para entrar em determinados países.

Checar essas informações, que estão em constante mudança, é fundamental para que uma viagem seja bem-sucedida. No caso do turismo a lazer, esse planejamento evita dores de cabeça e frustrações. Mas quando pensamos numa viagem a negócios, estamos falando do risco de perder tempo e gerar frustrações de executivos e consultores, sem contar a possibilidade real de ver negociações fracassarem por falta de planejamento. O que antes era feito por assistentes desses profissionais munidos de aplicativos de companhias aéreas e hotéis, hoje demanda uma estrutura capaz de garantir que cada passo dado por esses executivos fora do país seja dado com segurança e eficiência.

É nesse aspecto que estamos atuando, basicamente, garantindo que, do ponto A ao ponto B, o profissional tenha as melhores e mais seguras opções de deslocamento e hospedagem, com previsibilidade e flexibilidade. E conhecemos como ninguém essas regras, assim como nos certificamos de que nossos parceiros estão cumprindo todos os protocolos para garantir a melhor experiência possível ao viajar.

 

A retomada dos eventos no contexto de reabertura das fronteiras

Diante deste novo cenário, o universo do turismo vem se adaptando, ajustando e, aos poucos, ampliando as opções para o viajante. Com o avanço da vacinação e, consequentemente, a diminuição de casos de COVID, o mercado de eventos está voltando a se aquecer, e alguns países já estão abrindo as portas para o público.

São Paulo liberou recentemente a retomada de eventos culturais, sociais e feiras corporativas. Entre eles, e muito aguardado, está a etapa de Fórmula 1 que acontecerá em Interlagos no mês de novembro. Além dela, a previsão é que, no mesmo mês, estádios de futebol também reabram aos torcedores, assim como locais onde há shows em pé.

Por exemplo, Dubai realizará a Expo 2020 a partir de outubro e espera muitos visitantes. Quase todos eles trazendo uma nova realidade em relação aos tempos pré-pandemia: a maioria dos eventos, tanto no Brasil quanto fora do país, só permite a entrada de pessoas que comprovem o recebimento de duas doses da vacina (no caso das que exigem duas aplicações) e/ou teste negativo recente para COVID-19.

 

O futuro próximo que nos aguarda

Ao viver a pandemia, descobrimos que, em alguns casos, o home office e as reuniões virtuais agilizam processos e otimizam o tempo – ao que tudo indica, chegaram para ficar. Porém, esse novo comportamento corporativo, o virtual, nos fez deixar de lado um fator importante: o cuidado humano e a interação menos burocrática entre as pessoas. Com isso, o ambiente de trabalho, apesar de prático, se tornou também mais frio, o que pode impactar no bem-estar dos funcionários e na tomada de grandes decisões.

O virtual melhorou alguns processos, mas acredito que encontros presenciais a trabalho são indispensáveis, como por exemplo para fechar grandes negócios, conhecer fornecedores e parceiros e no caso de alguns treinamentos de equipe. As relações profissionais que trazem a maior sensação de credibilidade são aquelas onde o olho no olho e o aperto de mão continuam fazendo parte da rotina. No mundo pós-pandemia, a interação humana voltará a ser fundamental num cenário dominado por algoritmos, e as viagens continuam importantíssimas para a saúde e sucesso dos negócios. Por isso, o modelo híbrido, presencial-virtual, deverá se tornar o padrão do mundo corporativo.

E já que férias estrangeiras se tornaram novamente uma opção ao alcance, viagens de negócios que se estendem para o lazer também estão sendo retomadas. Já que o nomadismo digital cresce a cada dia, profissionais buscam lugares bem equipados para trabalhar remotamente e, quem sabe, aproveitar também o tempo livre, proporcionando ao viajante uma experiência completa para trabalhar com eficiência e ter também qualidade de vida durante sua estadia.

A pesquisa realizada recentemente pela TRVL LAB/ELO, chamada de “As viagens em um mundo pós-vacina – Insights para o Turismo”, mostra que os brasileiros gostam de viajar a trabalho, porém gostariam de viajar com menos frequência e com mais qualidade. Planejar melhor pensando no bem-estar durante a estada e juntar propósitos, como o bleisure, é a busca do momento. Apesar de a pesquisa apontar que o número de viagens reduzirá (já que alternativas de modo de trabalho foram aprendidas durante a pandemia), o cenário do turismo tende a ser positivo: 84% dos entrevistados disseram que curtem viagens a negócio e mais de 80% afirmaram que essas viagens serão mais planejadas e envolverão múltiplas atividades, incluindo o lazer, o que é uma ótima perspectiva para o mercado e para aqueles que viajam.

Por esses motivos, o setor vem discutindo e se preparando cada vez mais para que esta reabertura de fronteiras se adapte ao novo mundo, trazendo benefícios a todos, clientes e empresas do setor.

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