O Brasil está em posição privilegiada de crescimento no mercado de viagens corporativas e a GBTA 2026 trouxe uma visão clara sobre os próximos movimentos do setor, confira:
1. O Brasil está em posição privilegiada de crescimento
O Brasil aparece entre os mercados de viagens corporativas com maior expansão projetada para 2026. Isso coloca o país no radar de fornecedores globais e aumenta a relevância do mercado brasileiro dentro das estratégias internacionais.
2. IA deixou de ser “tendência” e virou infraestrutura
O grande salto da GBTA 2026 foi a mudança de conversa: não se discute mais apenas se a empresa deve usar IA, mas onde, com quais dados, sob quais regras e com qual retorno.
Para o Brasil, isso significa que soluções de IA para:
- atendimento;
- reservas;
- gestão de despesas;
- análise de dados;
- recomendação de hotéis e voos;
- prevenção de fraudes;
- gestão de políticas
devem deixar de ser diferenciais e passar a fazer parte do stack tecnológico básico.
3. O “shadow AI” é um problema de gestão, não apenas de tecnologia
Um dos sinais mais interessantes da convenção foi o crescimento do uso de ferramentas de IA pelos próprios viajantes, mesmo quando a empresa não oferece uma solução oficial.
Isso é especialmente relevante no Brasil.
Um colaborador pode usar ChatGPT, Gemini ou outra ferramenta para montar um roteiro, comparar tarifas ou decidir onde ficar – e depois pedir à TMC para executar.
O risco: perda de controle, segurança de dados, quebra de política e decisões que não consideram duty of care.
Oportunidade: em vez de tentar bloquear a IA, as empresas precisam oferecer IA corporativa confiável dentro do ecossistema de viagens.
4. Hotelaria continua sendo um dos maiores “buracos” do programa de viagens
A discussão sobre reservas fora dos canais corporativos mostra um problema conhecido: ter uma tarifa negociada não significa que o viajante vai utilizá-la.
Para o Brasil, isso é particularmente importante porque temos:
- grande fragmentação da oferta hoteleira;
- forte presença de hotéis independentes;
- diferentes canais de distribuição;
- grande participação de viagens domésticas.
O futuro tende a ser menos “obrigar o viajante a reservar pelo canal X” e mais tornar a opção corporativa a mais conveniente.
5. O Travel Manager está deixando de ser comprador para virar estrategista
A GBTA reforçou uma transformação importante no papel do gestor de viagens.
Antes:
“Quanto conseguimos economizar?”
Agora:
“Quanto valor o programa de viagens gera para o negócio?”
Isso envolve custo + produtividade + experiência + segurança + sustentabilidade + dados.
Para profissionais brasileiros, essa mudança pode elevar bastante a importância estratégica da área dentro das empresas.
6. Compliance precisa ser pensado junto com experiência
Um programa excessivamente rígido pode gerar exatamente o comportamento que a empresa quer evitar: o viajante procura alternativas fora do programa.
A tendência apontada na GBTA é buscar um equilíbrio: política + escolha + conveniência + personalização.
Para o Brasil, isso pode significar políticas mais inteligentes, com regras diferentes por perfil de viajante, destino, tipo de viagem e nível de risco.
7. Dados passam a valer mais do que relatórios
Outro grande insight é a mudança de reporting → intelligence.
Não basta saber:
“Gastamos R$ 10 milhões com viagens.”
A pergunta passa a ser:
“Por que gastamos R$ 10 milhões, onde estão as oportunidades e o que devemos fazer amanhã?”
Isso abre espaço para analytics preditivo, dashboards em tempo real e IA aplicada à tomada de decisão.
8. NDC, distribuição e conteúdo continuam sendo uma batalha estratégica
A discussão sobre distribuição mostra que o futuro do corporate travel será cada vez mais fragmentado em termos de conteúdo.
Companhias aéreas, hotéis, OTAs, GDSs, NDCs, TMCs e plataformas de tecnologia estão disputando a posição de “interface” com o viajante.
Para o Brasil, isso significa que empresas que conseguirem combinar: conteúdo + preço + tecnologia + experiência + serviço terão vantagem competitiva.
9. Duty of care está ficando mais sofisticado
Segurança não é mais apenas saber:
“Onde está meu funcionário?”
O próximo nível é conseguir responder:
- O que está acontecendo naquele destino?
- Quem será afetado?
- Qual é o risco?
- O viajante está exposto?
- Qual alternativa devemos oferecer?
- Como comunicar isso rapidamente?
IA e dados em tempo real podem transformar o duty of care de uma função reativa em gestão preditiva de risco.
10. O grande diferencial será integrar tudo
Talvez esse seja o principal insight da GBTA 2026.
O problema não é mais a falta de tecnologia. É a fragmentação da tecnologia.
A experiência ideal deveria conectar:
Planejamento → Reserva → Pagamento → Viagem → Segurança → Despesas → Dados → BI → IA
Quanto menos “ilhas” existirem, maior a capacidade de gerar eficiência e inteligência.
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A GBTA 2026 deixa uma mensagem bastante clara para o mercado brasileiro:
O próximo ciclo de crescimento não será vencido simplesmente por quem tiver mais conteúdo ou a menor tarifa. Será vencido por quem conseguir transformar dados, tecnologia e distribuição em uma experiência de viagem corporativa mais inteligente.
E existe uma particularidade interessante: o Brasil está crescendo justamente quando essa transformação tecnológica está acontecendo.
Isso cria uma oportunidade para o mercado brasileiro não apenas acompanhar a evolução internacional, mas eventualmente pular etapas – especialmente em IA, pagamentos, integração de dados e experiência digital.
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A TP Corporate monitora as pautas globais do setor e traduz o que importa em decisões práticas para os programas que gerenciamos.



